Matérias em Revistas

Materia: Acessibilidade em igrejas!
Autor: Pammela Resende Menezes
Revista:
Hoje um dos temas de preocupação de estabelecimentos comerciais é a Lei da Acessibilidade que foi aprovada em 2004 e já esta em vigor a algum tempo. A facilidade de ir e vir é um direito do cidadão e todos os estabelecimentos precisam estar dentro da norma.

Fazer um espaço acessível não se resume apenas em projetar rampas e ter vagas para deficientes físicos, é modificar o lugar para dar conforto a todos os usuários, seja ele portador de deficiências físicas ou não.

Por isso os templos evangélicos não podem ficar de fora destas modificações e precisam dar o exemplo aos seus membros.

Infelizmente a maioria das igrejas já nasceram em prédios ou galpões prontos, que porventura não estavam dentro das normas quando foram construídos. E agora o que fazer?

A primeira idéia que nos vem a mente são os cadeirantes, realmente eles são os que necessitam de mais recursos para a circulação, mas temos itens específicos para Portadores de mobilidade reduzida(idosos), gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e Pessoas obesas.

A comunicação visual, ou seja, as placas de avisos como indicação de w.c, saídas, assentos para deficientes tem que estar bem visíveis e de fácil entendimento.

Toda a parte de circulação dentro do templo tem que prever uma largura mínima de 1,20 onde qualquer tipo de pessoa usando qualquer objeto de apoio possa passar.

Inclusive a locomoção ao altar é necessária, um cadeirante ou um idoso tem o mesmo direito de subir ao altar como todos nós, por isso a norma prevê uma rampa com inclinação máxima de 16% para um palco com altura de 60cm.

A norma brasileira da ABNT NBR 9050 mostra diversas formas de corrigir problemas de acessibilidade e qual são as necessidades especificas para cada tipo de deficiência física.

Ela esta disponível pela internet e é gratuita a todos, sendo assim não perca tempo, você mesmo pode consultá-la ou contratar um profissional da área para fazer uma avaliação e averiguar as necessidades de adequação a norma e a sua igreja ficar acessível a TODOS.

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Matéria: Azul ou amarelo?
Autor: Pammela Resende Menezes
Revista: Dimensão

Uma das perguntas mais freqüentes que recebo é: Que cor devo pintar a minha casa?

Apesar da tinta ser uma das ferramentas mais utilizada para se inovar, infelizmente ela é a mais difícil de escolher. Pense comigo: chegamos à casa de tintas e nos é dado um catalogo com mais de cinco mil cores diferentes (e ao mesmo tempo são tonalidades muito próximas o que dificulta na decisão), sem contar que elas ficam em amostras minúsculas de 5x3cm e é praticamente impossível imaginar a sua parede de três metros de altura pintada naquela cor.


Então o que fazer?


Bom, aprendi que respostas prontas para arquitetura, construção ou decoração não existem, são necessários vários fatores para se chegar à decisão mais coerente.

Um passo a passo básico:


1º Verifique os tons dos seus móveis e pisos. Ex: Trabalhar com contrastes é muito importante e da vida ao ambiente, misturas tons claros e escuros. Se seus moveis e pisos são de madeira escura procure tons pastel e suaves para as paredes.


2º Procure cores vivas no catalogo de cores, mas cuidado com os tons escuros. (Se você gosta de “vermelho sangue”, utilize apenas em uma parede, nas restantes pinte de branco.) Escolha uma cor, para saber como vai ficar na sua parede, compre 2 tons mais claros da cor que você escolheu, isso ajuda na visão geral depois de pronto.

3º Se você não se decidiu pelo “azul” ou pelo “amarelo”. Compre pequenos potes que não custam mais de oito reais cada cor. E assim você pode fazer pequenos testes na sua parede e ver qual tom mais te agrada.


Lembre-se não existem regras, pois gostamos de texturas e tendências diferentes. Se você se sente feliz com a decisão final não fique preocupado se o que você escolheu não está na “moda”.

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Materia: Quero reformar e agora?
Autor: Pammela Resende Menezes
Revista: Dimensão
Um dos maiores agravantes de gastos indevidos numa construção ou reforma é a falta de planejamento e cronograma.



Pela ansiedade ou pressa, deixamos de lado itens importantes, mas muitas vezes esquecidos.


Às vezes fazemos um primeiro orçamento com um marceneiro e já o contratamos, depois chamamos o eletricista e fechamos, ai contratamos o gesseiro e você descobre que o gesseiro não passa a fiação pelo forro, e você já fechou com o eletricista, sendo que quem faria isso é o gesseiro.


E agora: chamar uma terceira pessoa ou agüentar o preço alto que o eletricista vai impor? O preço vai crescendo e nem vemos, e infelizmente paramos a reforma na metade.


Por isso um planejamento é interessante. Sugiro um estudo detalhado antes de iniciar qualquer item. Se for uma reforma que envolva vários funcionários de especialidades diferentes, consulte uns dois ou três de cada, faça uma planilha e compare os preços.


Na maioria das vezes é apenas orçado a mão de obra e o material fica por conta do cliente. Fique atento a isso, pois os orçamentos podem ter grandes diferenças de preço e acabamos por escolher mais barato, o que acaba saindo mais caro, pois teremos que comprar todo o material de construção achando que já estava incluso.


A ordem mais lógica para uma reforma residencial seria começar pelo projeto e especificação de materiais. Se bem feito, é um elemento essencial para se contratar, comprar e executar tudo. Nele devem estar as dimensões de todos os elementos novos e existentes, paginações de piso, códigos de cores, metragens quadradas de piso, forro, parede, perímetros, disposição dos móveis, etc.


Com o projeto em mãos se inicia a fase dos orçamentos, e é agora que você vai ver se o que escolheu saiu ou esta dentro das expectativas. E o melhor é que você não gastou nada até agora e já sabe tudo o que vai ocorrer na sua reforma. Com esta planilha pronta começa a contratação dos serviços. Um cronograma é muito útil e deixa todos sincronizados e acelera a obra.


Tente não mudar mais o projeto, nem materiais, pois é agora que os gastos acontecem, pois o pedreiro vai querer cobrar a mais por aquela parede que não estava prevista para ele demolir, o pintor vai reclamar da cor da tinta que ficou mais cara, pois ele havia orçado com uma cor mais barata. Seguindo o projeto, não tem como sair do orçamento.


Quem deve entrar primeiro para trabalhar na obra?

1. Pedreiro, encanador, eletricista entram praticamente juntos, pois todos vão quebrar e sujar alguma coisa, pisos cerâmicos e pedras também entram agora (aconselhável proteger o piso depois de pronto, pois ainda há muita gente para trabalhar).

2. Ar condicionado

3. Gesseiro, ele precisa da parte elétrica pronta para fazer forros, sancas e paredes de gesso.

4. Pintura, o pintor já entra para massear o gesso e pintá-lo, mas é sempre bom pedir para ele só dar uma demão de tinta nas paredes, pois sempre vai ter alguém para sujar depois que ele sair.
5. Madeira, laminados e emborrachados entram agora.

6. Instalação de luminárias sensíveis

7. Móveis embutidos

8. Carpete de nylon

9. Móveis soltos e eletrodomésticos

10. Ultima demão de pintura para finalizar



Para reformas residenciais quase sempre é esta a seqüência mais adequada.

Seguindo estes passos fica fácil minimizar os preços da reforma, além de manter o cronograma sem perder tempo.